No mesmo dia em que representantes de 25 estados se encontraram em Brasília para discutir a reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, nesta terça-feira, que a inclusão dos estados na reforma ainda é uma interrogação e cabe ao Parlamento decidir sobre o tema. Sem a definição, porém, governadores aproveitaram reunião com o relator da proposta, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), para condicionar o apoio à reforma à exclusão de quatro pontos do texto do Governo, além de alteração de outros dois trechos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
Ficou decidido que os governadores só buscarão votos em apoio à reforma após a retirada das mudanças nas aposentadorias rurais e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos em situação de miséria. Também exigem a exclusão do trecho que autoriza a criação de um regime de capitalização e dos pontos que retiram da Constituição a definição de regras da aposentadoria.
"Colocamos a dificuldade de pontos que são cruciais para nós na reforma. Estamos lutando por uma reforma da Previdência que possa ser justa, que possa tirar privilégios e não mexa com os mais pobres", disse o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), que esteve na reunião.
Foi colocado ainda ao relator que os governadores querem uma redução da idade mínima de aposentadoria das professoras que estão na ativa para 55 anos. O projeto do Governo estabelece idade mínima de 60 anos. Outro trecho a ser alterado, para eles, está no projeto de lei que tramita separadamente e traz novas regras para militares. Os governadores querem liberdade para que seus policiais militares, bombeiros e agentes penitenciários continuem pagando alíquotas mais altas do que as propostas pelo Governo.






